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26/09/2011 às 17:40:40

Ética Cristã e Sociedade



 

 

                                                                                                Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo de Belém do Pará.

 

 

 

 

 

  1. INTRODUÇÃO

 

Deus é o Alfa e o ômega da vida humana, Criador, Redentor e realização última de toda a existência pessoal. É convicção cristã de que toda pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26-27) [1], Toda pessoa, sem exceção, é capaz da perfeição e da santidade, é “Capaz de Deus”.

 

O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso: «A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador». De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades que podem assumir, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso: Deus «criou de um só homem todo o gênero humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente por atingi-lo e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É nele que vivemos, nos movemos e existimos» (At 17, 26-28). [2]

 

  1. CONCEITUAÇÃO DE ÉTICA:

 

Vivemos em nosso tempo uma crise ética, que tem afetado as raízes mais profundas do humano, seu próprio ethos, a ser resgatado para resgatar as referências da convivência humana. Trata-se de um dos maiores desafios de nossos dias.

 

Para tanto, é preciso interpretar-se “ethos” de maneira ontológica, porque tem a ver com a essência do humano. [3] Pe. Henrique Cláudio de Lima Vaz, grande professor Jesuíta de Filosofia, assim propõe a compreensão do termo “ética”: [4]

 

A palavra Ética, etimologicamente falando, significa a morada do homem, bem como do animal em geral. Num sentido mais amplo, poderia também significar a casa do homem, extrapolando o sentido restrito, casa como sala ou construção visando um abrigo, configurando-se como um lugar de estada permanente e habitual, um abrigo protetor onde se desenvolve um estilo de vida e de ação. Ethos se apresenta então como um modo de ser com vista à permanência, instituído pelo homem, para fugir ao caráter efêmero da physis (natureza).  O domínio da physis, marcado ao mesmo tempo, pela efemeridade e pela necessidade da repetição - pois todas as coisas nascem e morrem no círculo ininterrupto de geração - é rompido pela abertura do espaço humano do ethos no qual se inscreve os costumes, os hábitos, as normas e os interditos, os valores e as ações.  O espaço do ethos enquanto espaço humano, não é dado ao homem, mas por ele construído ou incessantemente reconstruído. Nunca a casa do ethos está pronta e acabada para o homem, e esse seu essencial inacabamento é o signo de uma presença a um tempo próxima e infinitamente distante, e que Platão designou como a presença exigente do Bem, que está além de todo ser ou para além do que se mostra acabado e completo. Três são os momentos que constituem a evidência primeira da reflexão ética: o costume, a ação e o hábito.

 

A proximidade e relação do ser humano com Deus é o que define o que é o humano refere-se a uma possibilidade, pois o homem é capaz de Deus. Mas a possibilidade da relação e proximidade define também o humano como pessoa, entendida como um ser de relação. A partir de suas relações com a realidade (mundo), com o outro e com a transcendência é que o homem vai criando um modo de habitar e interpretar o mundo, o que chamamos de ethos.

 

Estamos enraizados no ethos, nossa identidade primeira e original. Dele vêm os símbolos, mitos, valores e práticas que regulam a vida da humanidade, de um povo, grupo, ou de um indivíduo. Criam-se, então, as predisposições ao intercâmbio social.

 

O primeiro e mais antigo significa residência, morada, o lugar onde se habita, mas gradualmente se passa à compreensão de um lugar exterior, país ou casa, ao lugar interior (atitude), vindo a significar modo de ser ou caráter, mas um modo de ser que se vai adquirindo e incorporando à própria existência. ssim, o segundo significado de ethos é hábito, costume.

 

Na língua latina há uma palavra para expressar os dois significados, que é mos, que significa costume, que conduz também a compreensão de ética como um modo de ser.

 

No correr da vida, três perguntas se apresentam:

                   Quem sou eu? Esta pergunta é respondida no contexto de relações com os outros, o tempo e o espaço. Não é uma pergunta individualista, pois se responde e se enriquece numa gama imensa de relações. Especialmente o adolescente e o jovem fazem esta pergunta.

 

                   Que devo fazer? A vida está cheia de alternativas e opções. A pergunta sobre a identidade ajuda a descobrir o que fazer (O médico está diante do doente como médico e não como comerciante). O adulto que assume responsabilidades na sociedade faz especialmente esta pergunta.

 

                   Qual é o sentido da Vida? Descobrir o sentido da vida facilita a descoberta da própria identidade. É uma questão que especialmente os mais velhos se propõem.

                   A pergunta sobre a identidade corresponde à dimensão psicológica básica.  A pergunta sobre o sentido da vida toca nas raízes religiosas.  A pergunta sobre o que devo fazer corresponde à dimensão ética, como busca de realização do que é correto e devido diante de várias alternativas. A pergunta ética conduz a pessoa à busca do fazer o bem, no sentido de tudo o que ajuda a realização autêntica da pessoa e protesta contra o que entorpece e impede esta plena realização. Não se trata apenas de ser bom, mas de fazer o bem!

                   Repor a ética como referência à capacidade humana de ordenar as relações a favor de uma vida digna é desafio da atualidade. Quando se pensou que a tendência seria, inclusive, viver sem religião, eis o retorno ao religioso, numa reapropriação do universo religioso/transcedental, sob forma de uma bricolagem dos aportes rurais com os da cidade. Já no final dos anos 60, o fenômeno aparece sob a forma de novos movimentos religiosos rurais, arregimentando citadinos que tinham voltado para o campo, seguidos depois de grande número de movimentos urbanos. No entanto, o fenômeno dá-se tendo como componente uma subjetividade liberada, sem passar necessariamente pelo crivo das grandes instituições, deixando emergir a espiritualidade, numa busca de experiência de Deus, coligada a um senso ético da vida.

 

                   Este senso ético da vida não é estranho ao ser humano; a ética não é um elemento marginal e extrinsecamente justaposto à pessoa humana. Constitui, antes, um elemento essencial e estrutural de seu mesmo ser, enquanto a pessoa se define como ser ‘significativo’ e ‘responsável’, ou seja, como ser que possui estampado indelevelmente dentro de si um significado próprioe que é chamado a realizá-lo pela e mediante a sua liberdade responsável.

 

                                      A ética é uma instância que mobiliza o humano; cultiva a liberdade e funda-se na responsabilidade. Gera compromisso e honestidade. Ela é uma capacidade humana que precisa ser sempre mais desenvolvida, para que possa ser acionada em todos os âmbitos de nossa vida e de nossas organizações. É como um dom a ser desdobrado sempre. [5] 

 

  1. ÉTICA, MORAL E DIREITO

 

O ethos precede a regulação da moral instituída e a regulação positiva do direito. Ele surge como instância geradora de estratégias que se refazem segundo os desafios e as necessidades das circunstâncias. A própria cultura adquire sua identidade do ethos. A crise de nosso tempo atinge diretamente o ethos, numa contínua fragmentação do ethos. Faz-se necessário buscar uma nova produção ética das instâncias normativas que sejam sustentadoras do agir humano.  

 

A moral, que se distingue do ethos, tem a função de ser indicadora de um caminho possível ou necessário, através de suas normas, regras de comportamento, princípios e valores, que orientam o agir. Ela não se confunde com o ethos, mas está ligada umbilicalmente a ele, pois cada grupo humano tende a construir sua moral a partir do seu ethos. Para Paul Ricoeur, “a intenção ética precede, na ordem do fundamento, a noção de lei moral”. A ética exerce um serviço de discernimento, depurando tudo o que venha compor nossa vida. A ética precisa da dinâmica da alteridade porque esta cria justiça, equidade, liberdade, respeito, para se resgatar o vital humano. A alteridade desdobra-se, então, num saber ouvir e num saber servir. 

 

“Ubi societas, ibi jus”, “Onde há uma sociedade, há um direito”. Onde há um agrupamento humano há uma ordem jurídica que vai se estabelecendo. O direito é um grau mais explícito daquilo que é codificado, regulamentado, normativo, para estruturar e disciplinar um grupo. Vale lembrar que as normas sociais precedem o direito, pois elas são a primeira produção normativa que nasce do ethos. As sociedades que conhecemos hoje existem através de sistemas, de normas (de caráter jurídico, social ou religioso) que se acham institucionalizadas e tornam possível a vida social. Uma manifestação do Episcopado da Bélgica, declarou que “o direito é uma técnica de organização social que tem por papel promover, mesmo contra interesses egoístas, o bem de todos e a proteção de cada um. Mesmo não sendo uma escola de moral, o direito não pode, no entanto, correr o risco de desencaminhar as consciências”.

 

Quando falamos de “ética na política”, “ética no judiciário”, evocamos a capacidade crítica para discernimento destas e todas outras áreas essenciais à vida da sociedade. 

 

Não cabe ao Estado impor a moral de um grupo específico para o conjunto dos cidadãos, e isto vale também para a própria moral cristã. Ele não pode querer substituir-se às comunidades espirituais para fazer um trabalho de educação da consciência, que é missão própria delas. 

 

  1. JESUS CRISTO E A ÉTICA CRISTÃ:

 

«Aproximou-se dele um jovem... » (Mt 19, 16) O diálogo de Jesus com o jovem rico, narrado no capítulo 19 do Evangelho de São Mateus, pode constituir uma válida pista para ouvir novamente, de um modo vivo e incisivo, o Seu ensinamento moral: «Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: "Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?". Jesus respondeu-lhe: "Por que me interrogas sobre o que é bom? Um só é bom. Mas se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos". "Quais?" — perguntou-lhe. Replicou Jesus: "Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe; e ainda, amarás o teu próximo como a ti mesmo". Disse-lhe o jovem: "Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?" Disse-lhe Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-Me"» (Mt 19, 16-21).

 

«Aproximou-se dele um jovem... ». No jovem, que o Evangelho de Mateus deixa sem nome, podemos reconhecer cada homem que, conscientemente ou não, se aproxima de Cristo, Redentor do homem, e lhe coloca a questão moral. Para o jovem, mais do que uma pergunta sobre as normas a observar, trata- -se de uma questão de plenitude de significado para a vida. Esta é efetivamente a aspiração que está no âmago de cada decisão e de cada ação humana, a inquietude secreta e o impulso íntimo que movem a liberdade. Esta pergunta é, em última análise, um apelo ao Bem absoluto que nos atrai e chama para si, é o eco de uma vocação de Deus, origem e fim da vida do homem. Precisamente nesta perspectiva, o Concílio Vaticano II convidou a aperfeiçoar a teologia moral de modo a ilustrar a sublime vocação que os fiéis receberam em Cristo, única resposta que sacia plenamente o anseio do seu coração humano.

 

Para que os homens possam realizar este «encontro» com Cristo, Deus quis a sua Igreja. Ela, de fato, «deseja servir esta única finalidade: que cada homem possa encontrar Cristo, a fim de que Cristo possa percorrer juntamente com cada homem o caminho da vida».

 

«Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?» (Mt 19, 16). Do fundo do coração surge a pergunta que o jovem rico dirige a Jesus de Nazaré, uma pergunta essencial e irresistível na vida de cada homem: refere-se, de fato, ao bem moral a praticar e à vida eterna. O interlocutor de Jesus intui que existe um nexo entre o bem moral e a plena realização do próprio destino. Trata-se de um piedoso israelita que cresceu, por assim dizer, à sombra da Lei do Senhor. Podemos imaginar que, se faz esta pergunta a Jesus, não é por ignorar a resposta contida na Lei. É mais provável que o fascínio da pessoa de Jesus tenha feito surgir nele novas interrogações acerca do bem moral. Sente a exigência de se confrontar com aquele que tinha começado a sua pregação com este novo e decisivo anúncio: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está perto: convertei-vos e crede no Evangelho» (Mc 1, 15).

 

Impõe-se que o homem de hoje se volte novamente para Cristo, a fim de obter d'Ele a resposta sobre o que é bem e o que é mal. Ele é o Mestre, o Ressuscitado que possui em si a vida e que sempre está presente na sua Igreja e no mundo. É Ele que desvenda aos fiéis o livro das Escrituras e, revelando plenamente a vontade do Pai, ensina a verdade sobre o agir moral. Cristo, fonte e vértice da economia da salvação, Alfa e Ômega da história humana (cf. Ap 1, 8; 21, 6; 22, 13), revela a condição do homem e a sua vocação integral. Por isso, «o homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente — não apenas segundo imediatos, parciais, não raro superficiais e até mesmo só aparentes critérios e medidas do próprio ser — deve, com a sua inquietude, incerteza e também fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Deve, por assim dizer, entrar nele com tudo o que é em si mesmo, deve "apropriar-se" e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo. Se se realizar este processo profundo, então ele produz frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio».

 

Se quisermos então penetrar no âmago da moral evangélica e identificar o seu conteúdo profundo e imutável, devemos procurar diligentemente o sentido da questão posta pelo jovem rico do Evangelho e, mais ainda, o sentido da resposta de Jesus, deixando-nos guiar por Ele. De fato, Jesus, com delicado tacto pedagógico, responde conduzindo o jovem quase pela mão, passo a passo, em direção à verdade plena. [6]

 

Diante da crise de paradigmas e valores ético-morais de hoje o cristianismo aponta para um itinerário ético, nutrido da fidelidade ao Evangelho, da fidelidade à nossa história, da centralidade de Jesus Cristo, da experiência de Deus e respondendo adequadamente aos atuais desafios da Igreja e do mundo. O cristão busca idealmente chegar à “plena maturidade de Cristo” (Ef 4,13) na comunhão com Deus, consigo mesmo, com os outros, e com todas as criaturas. Também anuncia e oferece às pessoas uma proposta de vida concreta e atraente, num processo de conversão de vida, vivendo a proposta do Evangelho.

 

Por isso a fé cristã, como observou Bento XVI aos jovens em Madrid, não é só crer em verdades, mas é antes de tudo uma relação pessoal com Jesus Cristo, é o encontro com o Filho de Deus, que dá a toda a existência um novo dinamismo. Quando entramos em relação pessoal com Ele, Cristo nos revela a nossa identidade e, na sua amizade, a vida cresce e realiza-se em plenitude.

 

Somos chamados a viver o encontro com o mistério de Deus. Para todos os cristãos, Jesus Cristo é o centro da existência da vida cristã, das comunidades e do nosso testemunho. Ele é o centro, o guia, o caminho, a verdade e a vida, é o nosso único mestre e doutor.

 

Adesão a Jesus Cristo é adesão a uma pessoa que não fornece aos seus ouvintes um catálogo de comportamentos éticos, mas anuncia uma mensagem religiosa da qual brotam exigências morais. O centro de tudo passa a ser o seguimento de Jesus, ser seu discípulo, acolher a Boa-Nova, assumir o Reino. Como consequência, surgem os apelos éticos e engajamentos morais. 

 

O dinamismo proposto por Cristo chama o homem à conversão (metanóia), uma transformação do ser que repercute no nosso agir, com implicações éticas e as repercussões morais que brotam dessa experiência com Cristo. Essas implicações e repercussões têm seu fundamento primeiro no preceito do amor (Cf. Jo13, 34), que se desdobra no amor a Deus e ao próximo que implica também o amor aos próprios inimigos e perseguidores, algo que vai além do que simplesmente perdoar, já que “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Sendo Cristo o centro e o ponto de referência da moral cristã [7], seu Evangelho é a fonte da moral cristã. [8]  

 

  1. CONCLUSÃO

Ética Cristã [9]é a constituição dinâmica de uma consciência coletiva, cujos  valores valores e atitudes encontram seu embasamento no modo de ser de Jesus e cujo pensamento seja capaz de analisar, criticar e consequentemente julgar idéias, hábitos, valores e comportamentos em estruturas político-sociais e  cuja finalidade é de levar toda e qualquer sociedade ao cumprimento da justiça e à consolidação da felicidade a da paz, tais como foram expressos no discurso inaugural de Jesus: 

 

“Vendo as multidões, Jesus subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e ele começou a ensinar: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros no coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Pois foi deste modo que perseguiram os profetas que vieram antes de vós (Mt 5, 1-12).  

 

A Ética Cristã e a consciência moral que a acompanha estão intrinsecamente ligadas ao anúncio e à busca do Reino de Deus ou do modo de Deus reinar sobre a terra com o qual as Bem-aventuranças  estão intrinsecamente ligadas:  Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Mt 6,33). 

 



[1] Cf. Pe. Jean Breck, in Fundamentos Teológicos da Ética Cristã

[2] Catecismo da Igreja Católica, 26-27

[3] Pe. Edélcio Serafim Ottaviani – Conferência ministrada no dia 5 de outubro de 1999, na Igreja Presbiteriana Independente, em São Paulo - SP

[4]Cf. LIMA VAZ, Henrique C. Escritos de Filosofia II: Ética e cultura, São Paulo: Edições Loyola, 1988, P. 12. 

[5] Cf. DO FRACASSO MORAL AO RETORNO DA ÉTICA - Prof. Dr. Frei Nilo Agostini, ofm

 

[6] Cf. Veritatis Splendor 1-3

[7] Dei Verbum 7

[8] Cf. Ética Cristã e Desafios Atuais – Frei Nilo Agostini, OFM

 

[9] Cf. Pe. Edélcio Serafim Ottaviani – Conferência ministrada no dia 5 de outubro de 1999, na Igreja Presbiteriana Independente, em São Paulo - SP

 

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