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O embaixador, que nasceu no Pará e já foi secretário geral da Organização dos Estados Americanos - OEA, secretário geral das Relações Exteriores do Brasil, membro da Comissão Jurídica Interamericana, entre outras atividades, começou fazendo algumas reflexões sobre o tema e elogiando a escolha dos assuntos que tratados até agora na V Conferência dos Advogados, entre eles o da sua palestra. “Esse evento, a V Conferência, propõe temas fundamentais que são as defesas das liberdades, da democracia e do meio ambiente, mas quero ressaltar um subjacente: a paz, que é tão importante no contexto do Direito Internacional”. Para Baena Soares, “o Direito Internacional é constantemente ignorado ou desrespeitado pelas grandes potências”. Segundo ele, os países desenvolvidos aceitaram a criação de mecanismos para garantirem a paz entre os países. Baena também fez um breve relato sobre as grandes guerras mundiais e sobre o Pacto das Nações. Com ampla vivência e pleno domínio do tema, Baena Soares fez um breve histórico e levantamento sobre as nações e os esforços para manter a paz e ainda da sobre a Corte Interamericana. “O Direito Internacional avança mas pede reformas urgente. Temos que parar de hipocrisia, vivemos numa cultura exagerada de hipocrisia, e isso é válido para as potenciais de grande expressão. É perceptível que muitas instituições internacionais que lutam pelos direitos internacionais estão vinculados a interesses de poderosos”. Ao responder o questionamento sobre a inserção do Brasil no multilateralismo, Soares falou que, "o Brasil é membro fundador da Organização das Nações Unidas - ONU, da Organização dos Estados Americanos - OEA, entre outras instituições, portanto, o nosso país tem tradição de multilateralismo". O embaixador criticou as normas brasileiras de proteção dos recursos ambientais, sobre tudo os hídricos. "O Brasil tem a sua legislação de águas que, ao meu ver, precisa ser reformada e mais severa". Antes de concluir sua palestra, Baena fez uma apelo aos jovens advogados e estudantes de direito, em grande número na platéia: "Eu tenho muito passado e pouco futuro. Mas vocês, jovens, tem muito futuro pela frente, portanto é responsabilidade de vocês fazer valer os direitos de todos, com todos os desafios". Ao finalizar com essas palavras, foi ovacionado pelos participantes da palestra.
Para o presidente da OAB-PA Jarbas Vasconcelos, a palestra "foi um show de conhecimento", sobretudo pelos encontros de gerações ocorridos na palestra, a troca de conhecimentos, o diálogo sobre as questões abordadas. Márcia Homci disse que, "essas questões discutidas nessa palestra são importantes principalmente para os nossos alunos de Direito que tem a oportunidade de expandirem os conhecimentos além das paredes das salas de aula. Eles, que estão cursando Direito Internacional, só receberam complementos, que apesar de sucinta, abordou temas importantes", acrecentou. Participaram ainda da mesa de como relator o ex-presidente da OAB-PA e atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados - CAA, Edilson Dantas, os comentaristas, Adherbal Meira Matos e Jorge Pinheiro e Eva Franco (Coordenação do Curso de Direito da Fcat). A palestra contou ainda com a presença da coordenadora adjunta do curso de Direito da Faculdade de Castanhal - FCAT, Márcia Regina Homci Morais. Para ela, as questões discutidas na palestra são importantes principalmente para os nossos alunos cursando Direito Internacional, só receberam complementos, que apesar de sucinto, abordou temas importantes", acrecentou. Sobre o palestrante:
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Fotos: Kelly Pozzebon |
Fonte: OAB-Pará
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